Arquivos da Categoria: Contos e Poemas

AMOR DOMINANTE

José Araujo de Souza

Dentro do meu ser, bem escondido,

há um amor, infinito e indomável,

que me causa tantas mágoas

e tantas dores, que me faz infeliz

em meus amores.

Dentro do meu ser, já esquecido,

há um amor tão lindo, do passado,

que já me causou tanta alegria

e tantos sonhos, que já nem sonho mais,

amedrontado.

E para não sofrer mais as mesmas dores

e preservar o meu ser de novas mágoas,

não quero mais buscar novos amores

enquanto trouxer os olhos rasos d’água.

ACONCHEGO

José Araujo de Souza

Quero fazer do teu corpo

a morada derradeira

e fazer do meu corpo

o teu aconchego.

Todas as noites serei a tua paz

e velarei o teu sono, em meus braços.

Quero poder ver-te antes do sol nascer,

pela manhã, e acordar-te

com carícias que há muito buscas.

Quero amar-te com ardor e com malicia

para acalmar o teu desejo intenso.

Quero poder sonhar-te enquanto durmo

e, ao despertar, ter as tuas mãos nas minhas e sentir o teu calor.

Quero poder dispor do tempo que quiseres

e, se preciso for, ficar contigo,

habitando o teu corpo

por toda a minha vida.

一切的开始



何塞·阿劳霍·德·苏扎

你来了
就像一个不想到达的人一样,
和你在一起
没有订单
而且没有迹象
宣布一切开始。
只有我们的目光相遇
我们的表情微笑着
彼此,我们在那里。
你要留下来
就像不想留下的人一样
我再也没有放过你
没有命令,没有迹象。
只是内心的混乱
之前遭受和容纳。
只有在场的甜蜜快乐,
完成不完整的存在。
只是温柔的兴起
我们彼此给予的
那将永远不会结束,
即使我们愿意,
因为它已经不属于我们了
这种爱不再服从我们
那是您到来时出生的,我渴望如此之多,
非常。

O COMEÇO DE TUDO

José Araujo de Souza

Fostes chegando,

como quem chega sem querer chegar,

e ficastes junto a mim.

Não houve pedidos

e nenhum sinal

anunciando o começo de tudo.

Apenas os nossos olhos se olharam

e os nossos olhares disseram, sorrindo,

uma ao outro, que estávamos ali.

Fostes ficando,

como quem fica sem querer ficar,

e não te deixei mais sair.

Não houve pedidos e nenhum sinal.

Apenas a desordem no coração,

antes sofrido e acomodado.

Apenas o doce prazer da presença,

que completa o ser incompleto.

Apenas houve o o nascer da ternura

que nos demos, um ao outro,

e que não mais terá fim,

mesmo se quisermos,

pois não nos pertence mais

e não mais nos obedece este amor

que nasceu com a tua chegada, que eu ansiava tanto, tanto,

tanto.

O Bordado Cruel

Alexei Bueno

Quando era noite, atrás daquela porta,
junto a uma vela duas velhas riam
Matando aos poucos uma aranha torta.

E a alegria que elas dividiam
Poucos tiveram já no mundo um dia,
Mas os que a achavam sempre a bendiziam.

Cheia de medo, a criatura fria
Dançava horrível rente de uma chama
Que lentamente o corpo lhe roía,

E as velhas rindo a observar da cama
Iam falando sobre de que modo
Com dor mais lenta um corpo vil se inflama.

Espécie estranha de um vivente lodo,
Sendo corcunda e só com sete pernas
A aranha uivava por seu corpo todo

Que se expandia em inchações externas
Causando às velhas, com o vermelho horrendo
Do seu ardor, as sensações mais ternas…

Emocionadas, com as mãos tremendo,
Vieram então com um bando de alfinetes
Que em cada pata foram se prendendo,

E a aranha presa de mil cacoetes
Foi só os espinhos de uma prata ardente
Que a recobria em infernais coletes.

E nesta arte foram indo em frente,
Depois agulhas, e um perfume ardido,
E ao fim de tudo uma tesoura ingente,

Até que o fogo e o animal vencido
Murcharam juntos sobre a mesa irada
Em mil pedaços de um negror transido,

E ambas as velhas, conhecendo o nada,
Com face imensa devoraram tudo
Que lhes restava da fatal jornada.

Enquanto, a olhá-las, um retrato mudo
De seu marido ia chorando as dores
Que o recobriam no ancestral escudo,

E todo o chão ia se abrindo em flores
E uma criança, que ninguém notara,
Pela janela olhava sem temores

E ia crescendo, e de uma forma rara,
Enquanto as velhas, enxugando as portas,
Varriam tétricas, na noite clara,

Todo o amargor das profecias mortas!

RETRATO

Cecília Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:

  • Em que espelho ficou perdida
    A minha face?

迈出新的一步


杰米莉·奎罗斯·维安娜
那天早上醒来并不困难。新的事物开始了。我可以说一个新的套路。但是对于像我这样的梦想家来说,这是新的旅程。一切准备就绪,第一天的延迟是无法接受的。我在预定的时间离开了房子,这样公交车,交通和其他可能的因素都不会使我减速。我很有信心乐于接受的每一步,我的思想都没有离开积极的轨道。我以为“没事,我不会做任何愚蠢的事”。我最不期望的是,就像所有语言所说的那样,一块石头“割下了我的公鸡”。我跳得很厉害,以至于我自己笑了。我相信那天,目的地和情况只允许我在那一刻笑,因为那天没有悲伤或不幸的迹象出现在我身边。在公共汽车上-总是在公共汽车上-我的头脑开始飞舞。我想象了西装和条款。细高跟鞋和杀手.。修辞和抒情。这个世界上的一切吸引了我。从另一个角度看这个世界会让我更爱它还是让我悲观?我的意图是仔细观察。看到并听到,但最重要的是感觉和理解。毕竟已经做出了决定,但是,就像所有青年和才智一样,它的整个范围完全使我难以理解。位置是…不同。一种与众不同的常规,一种新颖而引人注目的双眼,就像我的眼睛一样好奇。这些颜色在所有方面都极为中性。一切都遵循模式。公正。通常它会打扰我,因为我相信这个地方反映了它的居民。房间里是否有美不重要,从某种意义上说,它是房主的巨大指纹,它说出了许多有关住户的信息。令人难以置信的是,所有这些中立似乎都足够了。真正重要的人就是人。每个都有其形状,言语和个性。性格开朗开朗,认真而有气势,没有安全感和年轻。有趣的是,以这种方式讲,他们是我们认识的人,每天生活在一起,但事实并非如此。每个人本身都是如此独特,以至于难以准确描述,因此我们通用的素质更容易完成这项任务。
第一天。最困难的部分,以及随后的其他两个星期。怎么做?该怎么办?因为?借口。请。谢谢。帮帮我。我说错了吗赦免。这样更好明白了吗下午好。明天见。当我最没有意识到的时候,那已经超出了我的时间表。我以为,他们说,当我们做自己喜欢的事情时,时间会很快流逝。我总结道,是的。。。尽管我还不很了解,但我一定很喜欢这项服务。即使我花十分钟思考一个句子,这也是十分钟的快乐。乐于学习,发现原因。我直接离开那里去了大学。最终,我的选择是与我亲密接触。起初,我只是从外面认识她,我可以说我的选择只是一个同事。现在不要。突然,她出现了最晦涩的秘密,有趣的对话和一些有用的把戏。我们之间的友谊正在形成。这以荒唐的方式刺激了我。我想知道一切。什么,什么地方,什么地方。您知道我们什么时候会被那种满足感所吸引,但是我们无法控制它,因为填充我们的东西还不适合我们。您知道我们什么时候碰到什么东西,感到非常渺小和沮丧吗?就在那一刻。
我看到了我选择的全部范围。那是神圣的。太对了。我做出了正确的决定。即使是所有人,也包括所有知识,甚至是疲倦,甚至是不眠之夜,以及在下雨的早晨永恒卧床的渴望,这也充满了我。我以为,我走在通往教室的正确道路上。没关系这一步将是最困难的一步,也是最耗时的一步,也是我永远不会忘记的一步。滑稽。当您回头查看所有已完成的步骤时,没有比这更好的感觉了。有些人认为“这不过是我的义务”,其他人哭了,其他人笑了。我只是给那个电影般的小微笑
我很感激我经常对自己说,“暴风雨来临后,平静下来”。乍一看,我实际上很喜欢这场风暴。无论是水还是风,它都会使我精神焕发,无论是冷风还是水滴的声音都使我感到舒适,无论是露水还是湛蓝的天空,它都使我的一天更加美好。我希望能够爬上楼梯的顶端,并说这是值得的。 不管我有多累。 它必须是值得的。 否则,有什么用? 目标,梦想,随心所欲,一个小时出现,寻找它是必不可少的,那是充实,还记得吗? 啊…我明天有证据,有时间再阅读一千页。 下午好!

Na subida de um novo degrau




Na subida de um novo degrau
Jamilly Queiroz Vianna
Acordar naquela manhã não foi difícil. Algo novo estava começando.
Uma nova rotina, eu poderia dizer. Mas para os sonhadores como eu, uma nova jornada. Já estava tudo pronto, atrasos logo no primeiro dia são inadmissíveis. Saí de casa no horário previsto para que ônibus, trânsito e outros possíveis fatores não me retardassem.
Estava confiante. A cada passo, dado com vontade, meu pensamento não saía da órbita positiva. “Vai dar tudo certo”, era o que eu pensava, “não vou fazer nenhuma besteira”. Quando menos espero, uma pedra, como dizem todas as línguas, “cortou meu barato”.
Tropecei tão feio que eu mesma ri da situação. Creio que o dia, o destino e a situação tão só me permitiam rir naquele momento, já que nenhum sinal de tristeza ou de má sorte se aproximaria de mim naquele dia.
Já no ônibus – sempre no ônibus – minha mente começou a voar. Imaginei os ternos e os termos. Os saltos finos e os assassinos. A retórica e a lírica. Tudo nesse mundo me atraía. Será que ver esse mundo por sua outra ótica me faria amá-lo ainda mais ou me faria
pessimista? Meu intuito era olhar de perto. Ver e ouvir, mas acima de tudo, sentir e compreender. Afinal, uma decisão fora tomada, porém, como em toda juventude e ingenuidade, toda a abrangência dela me escapavam completamente.
O local era… diferente. Um diferente fora da rotina, um diferente novo e chamativo para olhos tão curiosos quanto os meus. As cores eram extremamente neutras em toda sua imensidão. Tudo seguia um padrão. Imparcialidade. Normalmente aquilo me incomodaria, já que acredito que o local reflete seus habitantes. Não importa se há beleza ou não em um cômodo, de certo modo, ele é uma impressão digital gigante de seu dono, diz muitas coisas sobre quem vive ali. Incrível e surpreendentemente, toda aquela neutralidade me pareceu perfeitamente adequada.
As pessoas, o que realmente importava, eram simplesmente pessoas. Cada uma com sua forma, fala e personalidade. A alegre e extrovertida, o sério e imponente, o inseguro e jovem. É engraçado que, falando desse modo, são pessoas que conhecemos e convivemos
diariamente, mas não. Cada um é tão único em si mesmo que é difícil descrever com exatidão, logo, as qualidades que nos são genéricas são mais fáceis para cumprir essa tarefa.
O primeiro dia. A parte mais difícil, juntamente com as outras 2 semanas seguintes. Como fazer? O que fazer? Por quê? Com licença. Por favor. Obrigada. Socorro. Errei? Perdão. Agora está melhor. Entendeu? Boa tarde. Até amanhã. Quando menos percebi, estava passando do meu horário.
Pensei, dizem que quando fazemos algo que gostamos o tempo passa muito rápido. Concluí, é… mesmo não sabendo muita coisa ainda, devo ter gostado do serviço. Mesmo que eu demore dez minutos pensando numa frase, são dez minutos de prazer. Prazer de aprender,
de descobrir os porquês.
Saí de lá direto para a universidade. Finalmente minha escolha estava se apresentando a mim em toda sua intimidade. No início, eu apenas a conhecia por fora, poderia dizer que minha escolha era apenas uma colega. Agora não. De repente ela aparecia com os segredos mais obscuros, com umas conversas interessantes e com uns macetes para lá de úteis. A amizade entre nós se formava. E isso me estimulava de uma maneira absurda.
Queria saber de tudo. O quê, para quê e por onde. Sabe quando somos tomados por aquela sensação de preenchimento, mas não conseguimos controlá-la porque o que irá nos preencher não cabe (ainda) dentro de nós? Sabe quando nos deparamos com algo e nos sentimos muito pequenos e angustiados? Foi nesse momento.
Enxerguei toda a amplitude de minha escolha. E foi divino. E foi tão certo. Eu havia tomado a decisão certa. Mesmo com todas as pessoas, mesmo com toda a vastidão do conhecimento, mesmo com o cansaço, mesmo com as noites mal dormidas e com a eterna vontade de permanecer na cama nas manhãs de chuva, aquilo me preenchia.
Eu estava no caminho certo, pensei, na caminhada até minha sala de aula. Estava tudo bem. Aquele degrau seria um dos mais difíceis, um dos mais demorados e um dos quais eu jamais esqueceria. Engraçado. Não há sensação melhor que aquela quando se olha para trás e vê todos os degraus já subidos. Alguns pensam “não eram mais que minha obrigação”, outros choram, outros sorriem. Eu apenas dou aquele sorrisinho de canto de boca de cinema e me
sinto grata.
Costumo dizer a mim mesma que “depois da tempestade vem a bonança”. Por mais que, em uma primeira impressão essa tempestade tenha uma cara de má, eu até que estou gostando dela. Ela me refresca, seja com água ou com ventania, ela me conforta, seja com o friozinho ou com o som de suas gotas, ela torna meu dia mais bonito, seja com as gotas de orvalho ou com o azul intenso do céu.
Quero poder chegar no topo dessa escadaria e dizer que valeu a pena. Não importa o quão cansada eu esteja. Tem que valer a pena. Senão, de que adianta? Objetivos, sonhos, chamem como quiserem, uma hora ele aparece e buscá-lo é essencial, é aquele preenchimento,
lembram? Ah… Tenho prova amanhã, hora de dar mais uma lida no texto de mil páginas. Boa tarde!

MINHA IRMÃ VIROU UM ÁTOMO

MINHA IRMÃ VIROU UM ÁTOMO


Bárbara da Fonseca Palha
 
Alice foi acordada numa hora incomum: às 6 da manhã, pela mãe, que aos berros lhe perguntava por Beatriz, sua irmã, que misteriosamente desaparecera em plena madrugada. Ainda um pouco atordoada, Alice respondeu que quando foi se deitar, sua irmã Beatriz já estava dormindo, até estranhou, pois a mesma costumava dormir altas horas da madrugada e ainda eram 10 horas da noite.
Mesmo assim não se importou muito e tratou de ir dormir.
Enquanto dona Luiza tratava de ligar para as amigas de Beatriz, para os hospitais e até para o necrotério, Alice voltou para a cama, para tentar dormir novamente, em vão… um sono perdido nunca mais pode ser recuperado. Alice havia escutado ou lido essa frase em algum lugar e apesar de não recordar onde, a carregava consigo como uma verdade absoluta e agora comprovava a veracidade do fato!
Aconchegada entre os lençóis, começou a pensar no que poderia ter acontecido com a irmã, e então os devaneios começaram.
Foi abduzida, é claro! Afirmou enfaticamente. Numa época em que as explicações racionais não mais satisfaziam ás perguntas mais inquietantes, uma explicação sobrenatural solucionava o caso.
Mas por que levariam Beatriz?, questionou-se Alice, e a deixariam lá, sã e salva?! Questionou-se mais uma vez: será que sou assim tão desinteressante? Tudo bem que estava sem namorado há uns três anos, mas ser rejeitada por E.T’s seria o cúmulo da solteirice!
Já sei! afirmou Alice, minha irmã virou um átomo! E poderia estar em qualquer lugar do quarto. Agora era preciso ter cuidado por onde pisar, deitar ou sentar. Será que uma lupa ajudaria a encontrá-la?, pensou. Em todo caso, tratou de procurar na gaveta das quinquilharias. Não achava a ideia estranha, afinal já havia assistido a um filme em preto e branco, há algum tempo atrás, em que o personagem principal, após passar por uma nuvem de radiação enquanto velejava, foi gradativamente diminuindo de tamanho, até que finalmente virou um átomo. Bem que Alice estava estranhando que Beatriz ultimamente estava menor que ela, ou era por causa dos saltos plataformas que havia abandonado?, pensou, e continuou procurando por cada milímetro do quarto.
Deixando de lado todas as hipóteses que explicariam o sumiço da irmã começou a achar a ideia boa, afinal desde criança dividia o quarto com ela e agora aos 21 anos de idade precisava de um espaço só seu. Esqueceu a heroica batalha em busca do átomo perdido e
passou a redecorar o quarto. Começou, retirando das prateleiras da irmã todos aqueles objetos místicos que só faziam acumular poeira: pirâmides, cristais, porta-incenso. Ah! Incensos, não os suportava, irritavam o seu nariz, mas o que podia fazer?, Beatriz gostava, os tinha aos montes e para todos os objetivos: dinheiro, sorte, harmonizar ambientes, sucesso, amor… Hum amor, esse não jogou fora, não custava tentar, pensou.
Até o guarda-roupas tinham que dividir. Era um daqueles de casal com 6 portas, dividido “irmãmente”: de um lado ficavam as roupas e sapatos de Beatriz e do outro lado suas coisas. Não entendia porque teve que ficar com o lado que não tinha gavetas, somente duas prateleiras, suas roupas íntimas ficavam lá, expostas, fora de uma gaveta decente. Uma vez até ligou para o serviço de atendimento ao cliente para reclamar da ausência das gavetas do seu lado do guarda-roupa e sugeriu que fizessem um novo modelo que contivesse o mesmo número de gavetas para os dois lados. Quanta bobagem!
Mas, deixando de lado os ressentimentos, começou a separar as roupas e os sapatos. Como usavam o mesmo número, pensou que poderia ficar com os sapatos, já que já dividiam o guarda-roupa, poderiam dividir também as roupas, os sapatos, aquele vestido lindo da Redley que Beatriz havia comprado fazia uma semana, enfim…
Beatriz não se importaria, era muito evoluída para esses assuntos, era espírita. Algumas blusas que não gostava separou para doação, puro altruísmo, herança deixada pelos exemplos da irmã. Os sapatos não, os quis todos, afinal estava precisando, os seus estavam muito gastos.
A outra cama pensou em doar também, mas pensando bem e voltando atrás, achou melhor deixá-la no mesmo lugar, podia servir como cama de hóspedes, afinal suas amigas costumavam sempre dormir lá sempre que voltavam das baladas. Se antes dormiam no
colchão rente ao chão, dormiriam agora numa cama de verdade.
Separa blusa para doar, joga sapato velho fora, encaixota pirâmide do sucesso, cristal da felicidade, incenso que atrai dinheiro, sino de vento que fazia blim blim, isso sempre a assustava… Quando de repente ouve uma voz: “O que é isso, alguém tá de mudança?”. Era
ela própria, Beatriz, ali em pé em carne e osso e um semblante meio reprovador, de como quem quer saber por que suas roupas estavam num saco de supermercado, porque seus excêntricos objetos místicos estavam numa caixa, enfim… Alice não poderia dizer: “é você quem está de mudança e estou separando para doação tudo que não gosto e não posso ficar”. Correu para abraçar a irmã como se não a visse há umas… 8 horas e pensou como realmente pôde acreditar que a irmã havia se reduzido a um átomo.

彼女はただ望んでいます…

彼女はただ望んでいます…

彼女はただ欲しい
愛されし者
そして愛情を込めて
扱われる…
彼女はただ欲しい
スーツネクタイ
軽くて誠実
甘い抱擁で…
彼女はただ欲しい
緊張を和らげる
そして幸せになる
あなたの感情を出してください…
彼女は望んでいる
笑顔で歩く
手をつないで
そして悲しみはおびえます…
彼女はただ欲しい
花の香り
話すことさえ
そして愛の恵み…

アラン・ルーベンス

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