SONHO

José Araujo de Souza

Era como arco-íris

de belo matiz e muitos sóis.

Tinha um pouco de tudo e de nada

e cantava, cantava, como um curió.

Nas noites enluaradas, saí de casa

e andava e voava como mariposa.

De dia, ficava quieto, arredio,

como se a luz lhe fizesse mal.

E não se importava se ia ou se vinha

e ficava rodando, como um girassol.

Depois, repentinamente, um dia,

virou fantasia na minha mente.

Foi então que virou pensamento

e poesia para morrer, finalmente,

neste papel.

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