PESADELO

José Araujo de Souza

Naquela noite,

gritei um grito agudo de dor

e de frio e ninguém deu guarida

ao meu corpo, esfacelado.

Ninguém viu a tortura

e nem se lembrou de cantar

o Ângelus.

Ninguém fez um sinal,

não pararam carros, não gritaram comigo.

Naquela noite,

fiquei só e fiquei triste

até o amanhecer,

sentindo acabar-se, em minhas mãos,

os sinais evidentes da liberdade

surgida no horizonte.

Ainda que tardia.

Naquela noite,

gritei um grito çouco de dor

e ninguém me amou.

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