O SONHO (LEMBRANDO CECÍLIA MEIRELES)

José Araujo de Souza

Era um remanso profundo,

de águas claras,

e eu via, lá no fundo,

pedrinhas na areia branca.

Como um menino, encantado,

coloquei bem lá, no meio,

o meu sonho.

Vi, num relance,

um peixinho vermelho

brincando ali, ao meu lado.

Então, para o meu espanto

o vento chegou, ligeiro,

e uma onda suave

levou o meu sonho, primeiro.

Depois, antes que o pranto

aos meu olhos chegasse,

a água molhou meus pés

e fez com que eu despertasse.

Era um remanso tão lindo

num sonho, que não renasce.

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