CONSENOR

José Araujo de Souza

No País de Consenor

que fica ao norte da Terra

entre um meridiano fictício e um paralelo qualquer,

o clima é suave, ameno, os dias são claros

e as noites – ah, as noites são verdadeiras maravilhas.

Estreladas, com uma luz quase sobrenatural.

Os dias em Consenor não tem vinte e quatro horas

e os minutos tem quantos segundos forem precisos

para se ter um dia perfeito.

Não existem relógios para escravizar o tempo.

Consenor é um País cheio de verde e de azul,

onde habita um povo fugido de outros lugares,

não se sabe de onde.

Lá, os nomes são próprios para as ocasiões

e qualquer cidadão pode se chamar José

ou João ou Alcebíades e no momento seguinte

já ser Peter, Strauss, Shersmann, ou, simplesmente

ser anônimo.

Todos os habitantes de Consenor são crianças.

Lá, não existe idade cronológica

por não haver tempo regulamentado nem regulado

por calendários nem tiques taques.

Quando morre alguém, será naturalmente,

porque não há ciúmes, nem inveja, nem desejo incontido,

nem motivo algum para ferir ou ser ferido em Consenor.

Assim, a morte em Consenor nunca é por castigo,

É apenas um prêmio que se paga para se viver

durante todo o tempo de vida

em paz, no País inexistente de Consenor.

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