DÁDIVA DIVINA

José Araujo de Souza

Eu sou aquele

que, por ser poeta,

hoje é triste

e busca na flor,

a prova de que existe

uma esperança de paz

em que ainda acredita.

Eu sou aquele

que, por saber de amor,

ainda se espanta

com todo o ódio

que no mundo habita

e que no coração ainda alimenta

uma fé infinita.

Eu sou aquele

que na poesia

busca tornar real a fantasia,

mesmo que custe uma dor no peito.

E que, mesmo crescido, ainda é criança

e vive a vida como sendo a dádiva

maior de todas

as que Deus lhe deu.

Este, sou eu.

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