JULIANA, ANJO MEU

José Araujo de Souza

Eu me lembro da sua voz.

Era uma voz tão terna

e meiga e tão segura

que nunca vou me esquecer.

Estava sempre querendo

saber o por quê de tudo,

ou inventando canções,

estórias não se de quê,

e dizendo que me amava

com a voz mais doce do mundo.

A sua voz eu conservo

no fundo do coração.

Quando a noite estendia

no céu seu manto de estrelas,

os seus olhinhos cansados

se fechavam mansamente

e no meu colo, dormia.

Eu a beijava de leve

e depois, bem de levinho,

a colocava em seu leito.

Então, meu anjo sorria.

Era um anjo. Eu nem sabia.

Hoje, no céu, mora um anjo

que me acena,

todo dia.

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