pOESIA E sONHO


Nahara Julyana Lima dos Santos


Sento-me mais uma vez
Em minha cadeira solitária.
Rito tão repetido,
Hábito tão comum.
Meus olhos caem aqui nestas folhas pálidas,
E elas clamam minhas lamúrias em canto.
Eu nunca pude lhes dizer não.
Então estas lágrimas invisíveis
Derramam-se sobre as faces brancas
Em forma de poesia.
Meus sonhos mais íntimos
A pessoa que sou
Por trás de mim mesma
Revelam-se em minhas palavras irreveláveis.
E mais uma vez
Findo exaurida
Vazia
De sentidos e sentimentos.
POESIAS 51
Os meus sonhos ali descritos
Deixam de estar em mim,
Tornam-se apenas mais palavras bonitas
Numa crescente coleção de não-realizações.
Meu corpo se desfaz
Dos desejos que o eletrificam
E não há mais dor a que sentir
Quando eles simplesmente se vão
Viver para sempre irreais.
Gosto de dizer que não é por inspiração que escrevo
É a transpiração de meus sentimentos
Que se transforma em palavras.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s