Arquivos Mensais: julho 2020

OPERATION MUTUM -THE BEGINNING OF EVERYTHING

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(Episode eight)

JUNE 29 DE 1975

On June 29, 1975, one Sunday, I had done the same routine forever.

In the morning, he had attended a solemn Mass at St. Joseph Church, at Avenida Afonso Pena, between Tamoios Streets and Holy Spirit and lunched one Kaol the Revolving Restaurant in Rio de Janeiro Street, Seven Square corner in the building basement Helena Passig.

In the afternoon, a nap at home in Itajubá Street, corner with Rua Pouso Alegre, in the Forest, a film at the Cine Paladium in Rio de Janeiro Street, a beer in Maleta, at the Bahia Street. At night, watch TV at home. Routine, pure routine.

As was usual and as he liked to know what were the last important day news and be always on in the news, I had a habit of watching every night, the Royal Reporter, who had succeeded to the Esso Reporter, TV Itacolomy .

The Esso Reporter was the main television news from Brazil to be extinct in 1970. It existed from August 28, 1941, when it was first presented at the National in Rio de Janeiro Radio, mainly to reporting the events of World War II.

It was created in the United States to spread propaganda war and was broadcast in fourteen countries of the Americas through fifty-nine stations of radios and televisions. It was sponsored by the American oil company “Standard Oil Company of Brazil”, known in our country as Brazilian ESSO Oil.

Ceased radio activities on December 31, 1968, with his last transmission made by Radio Globo of Rio de Janeiro, but remained being presented, the TV networks until December 31, 1970, when it had its last performance aired by TV Tupi.

That night of June 29, 1975, one Sunday, the news presented by the Royal Reporter were within what I considered a normal news standard, nothing that could be considered a special mention of those who would make me stop what they were doing to pay more attention to what was being reported.

I was on my way to the kitchen when I heard made me stop and run near the TV. The reporter had just announced that a military plane to fly over a city in Minas Gerais, had suffered a crash and dropped on the region bombs carrying as he headed for a military exercise.

The government spokesman said the Air Force would release an official statement so were details of ownership of the operation.

What made me stop my walk to the kitchen and put me next to the TV was the word Mutum I had heard quite clearly. “Holy shit, the bombs fell in Mutum,” I said softly.

My first step was to call a friend who worked in the writing of Itacolomy to acquaint myself better about what happened. He informed me that the news was being released just as had been informed by the Government dissemination services. When asked if there was anything else, by the Air Force, he told me that there was nothing beyond what was announced in the Royal Reporter.

Then made a call to the home of my grandparents in Mutum, receiving information that there only knew what they had just heard, released by TV Globo, the TV Tupi and TV Bandeirantes, only TV stations that were captured in the region. No other news was released, not even through the radio. And the city was that it was a stirring one. A real madness, never seen before. He told me my grandfather.

As it was the same information I already had and it would do me no good trying to get more information that night, I decided to go to sleep and leave to try to better understand the whole situation the other day in the morning. My sleep was very agitated and interrupted dreams that were more like nightmares.

(To be continued next week)

operação mutum – O começo de tudo

 

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(Episódio 8)

       29 de junho de1975

        O começo de tudo

No dia 29 de Junho de 1975, um Domingo, eu havia cumprido a mesma rotina de sempre.

Pela manhã, tinha assistido a uma missa solene na Igreja de São José, na Avenida Afonso Pena, entre as Ruas Tamoios e Espírito Santo e almoçado um Kaol no Restaurante Giratório, na Rua Rio de Janeiro, esquina de Praça Sete, no subsolo do Edifício Helena Passig.

 Na parte da tarde, um cochilo em casa, na Rua Itajubá, esquina com Rua Pouso Alegre, na Floresta, um filme no Cine Paladium, na Rua Rio de Janeiro, um chopp no Maleta, na Rua da Bahia. À noite, ver televisão em casa. Rotina, pura rotina.      

Como já era de costume e como gostava de saber quais eram as últimas notícias importantes do dia e de estar sempre ligado em noticiários, eu tinha por hábito assistir, todas as noites, ao Repórter Real, que havia sucedido ao Repórter Esso, na TV Itacolomy.

O Repórter Esso era o principal noticiário televisivo do Brasil até ser extinto, em 1970.  Existiu desde 28 de agosto de 1941, quando foi apresentado pela primeira vez na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, para noticiar principalmente os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial.

Foi criado nos Estados Unidos para difundir propaganda de guerra e era transmitido em quatorze países das Américas através de cinquenta e nove estações de rádios e televisões.   Era patrocinado pela empresa petrolífera americana “Standart Oil Company of Brazil”, conhecida em nosso País como ESSO Brasileira de Petróleo.

Encerrou suas atividades radiofônicas em 31 de dezembro de 1968, com sua última transmissão feita pela Rádio Globo do Rio de Janeiro, mas permaneceu sendo apresentado, nas redes de Televisão, até 31 de dezembro de 1970, quando teve sua última apresentação levada ao ar pela TV TUPI.

Naquela noite de 29 de junho de 1975, um Domingo, as notícias apresentadas pelo Repórter Real estavam dentro do que eu considerava um padrão normal de notícias, sem nada que pudesse ser considerado um destaque especial, daqueles que me fariam parar o que estivesse fazendo para dedicar maior atenção ao que estava sendo noticiado.

Eu estava a caminho da cozinha quando o que ouvi me fez parar e correr para perto da TV. O repórter acabava de anunciar que um avião militar, ao sobrevoar uma cidade do interior de Minas Gerais, havia sofrido uma pane e deixado cair sobre a região as bombas que transportava quando se dirigia para um exercício militar.

 O porta-voz do Governo informou que a Aeronáutica soltaria uma nota oficial assim que estivesse de posse de detalhes da operação.

O que me fez parar a minha caminhada para a cozinha e me colocar ao lado da TV foi a palavra Mutum que eu tinha ouvido, com toda a clareza. “Puta merda, as bombas caíram em Mutum”, eu disse baixinho.

Minha primeira providência foi telefonar para um amigo que trabalhava na redação da Itacolomy, para me inteirar melhor sobre o ocorrido. Ele me informou que a notícia estava sendo divulgada apenas conforme fora informada pelos serviços de divulgação do Governo. Quando perguntei se havia mais alguma coisa, por parte da Aeronáutica, me disse que não havia mais nada além do que fora anunciado no Repórter Real.

 Em seguida, fiz uma ligação para a casa dos meus avós, em Mutum, recebendo a informação de que lá só sabiam do que tinham acabado de ouvir, divulgado pela TV Globo, pela TV Tupi e pela TV Bandeirantes, únicas emissoras de TV que eram captadas na região. Nenhuma outra notícia havia sido divulgada, nem mesmo através das rádios. E que a cidade estava que era uma agitação só. Uma verdadeira loucura, antes nunca visto. disse-me o meu avô.

Como  eram as mesmas informações que eu já tinha ouvido e levando em conta que não me adiantaria fr nada ficar tentando obter mais informações naquela noite, resolvi que o melhor que podia fazer era ir para o meu quarto, dormir e deixar para tentar entender melhor toda a situação no dia seguinte, pela manhã.

Meu sono foi muito agitado e entrecortado de sonhos que mais pareciam pesadelos.

(Continua na próxima semana)