Cobra-Grande

Harley Farias Dolzane

o rio reside no percurso adivinhado

no percurso

seu lado alado

em seu caminho ávido

de ave e sereno

elabora o sobre[s]salto

o bote

Oh! E corre o poema em mim…

minhas veias vazando para onde

a maré?

A morte desenha-se confusa

seu fluxo vermelho cor de terra

a boca enorme desde sempre nos engoliu

canoa sem quilha

o caos boiando no lombo revelado…

Correr. de mãos atadas e verbo cego

até se abrir o clarão

a flor sinuosa da vida

: por trás da curva

a serpente perdeu as margens

beijou as nuvens

[o rio que sabe voar…]

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