Amorecio

Edival Lourenço, em “Poesia Reunida – 1983-2013”. 1ª ed., São Paulo: Editora Ex-Machina, 2014, p.  280.

Somos filhos da rude poesia

de quem amou em suor e sem retórica

na heroica lide multiplicadora

dos seres da santíssima excrescência

(em abstrato portasse o ser supremo…)

nada mais que a explosão do exíguo instante

ou no infinito parêntese aberto

que vai do nada ao tudo, sobretudo

se formos (ch)aves) de inocência e fogo,

somos todos objetos do prazer

nos (inter)esses da mãe-natureza;

portas do real, aves do amorecio,

com nossas verdes asas incansáveis

cruzaremos o azul em voo (sin)crônico.

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