Olá, seja bem-vindo.

Um dia, quando falava sobre poesia em um Clube Literário da 5ª Série de uma escola estadual, percebi que um aluno, aparentando ter uns dez anos de idade e ser o menor de todos os que me ouviam, não desviava os seus olhos, observando-me, como que embevecido. Sua atenção era tal que, após terminar a minha explanação, curioso, interroguei-o sobre o que achara da palestra. Respondeu-me que gostara muito e perguntou-me, meio sem jeito, se eu era “poeta mesmo, de verdade.” Disse-lhe, então,  que “gostava de escrever, que fazia poesias, sim, que era poeta nas horas vagas, etc”, essas coisas que dizemos quando não queremos, realmente, assumir uma posição, concordando ou não com o que nos foi perguntado, acrescentando o famoso “ por quê?”  A resposta do rapazinho foi tão inusitada que dela me lembro como se a estivesse ouvindo, ainda, hoje: “Eu não sabia que ainda existia poeta vivo. A gente só estuda poeta  que já morreu”, disse-me ele, sorrindo um sorriso maroto.

Hoje, passado muito tempo depois de ter mantido o diálogo relatado acima, estou deixando com vocês alguns contos e poemas que falam de amor, saudade, paixão, alegria, dores, e muito mais. Nascidos para serem esquecidos vão tornar-se, agora, filhos do mundo. Já foram meus,um dia. Agora, são seus. Façam deles um bom proveito.

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